Joel da Harpa questiona criação de novo batalhão em Caruaru

A proposta de criação de um Batalhão Integrado Especializado em Caruaru, apresentada pelo Poder Executivo no Projeto de Lei nº 1272/2017, foi criticada pelo deputado Joel da Harpa (PTN), nesta quinta (23). O parlamentar questionou como o  Governo do Estado terá condições de estruturar a nova unidade da Polícia Militar, se existe um déficit no número de policiais.

“A Polícia Militar deveria ter 27 mil homens, mas, atualmente, só temos 19 mil. De onde vão vir os policiais para trabalhar nesse batalhão especializado?”, indagou. “Já temos menos PMs na rua porque muitos deles saíram do Programa de Jornada Extra de Segurança (PJES). Nosso temor é que o Governo aperte ainda mais a categoria, obrigando o efetivo a cumprir o PJES”, considerou o deputado.

Em resposta ao questionamento do oposicionista, o vice-líder do Governo, Tony Gel (PMDB), declarou que o contingente do novo batalhão virá de policiais que estão em formação no momento, com o reforço de unidades especializadas, como as de vigilância em estradas, radiopatrulha e choque, entre outras. “A criação desse novo corpo da PM foi acompanhada por estudos que mostraram a demanda por segurança em Caruaru”, explicou Tony Gel.

Caso Itambé  – Joel da Harpa também criticou o tratamento dado aos policiais envolvidos no caso do jovem baleado pela PM em Itambé (Mata Norte), na última sexta (17). Para o deputado, “quem tem de responder pelo caso é o Estado, e não o policial”. “Não dá para questionar que houve excesso, mas era para o Batalhão de Choque estar ali, e não militares que não tinham o preparo técnico e o armamento condizente para a situação”, avaliou.

O parlamentar também chamou atenção para um protesto contra a violência no Estado, que está marcado para o próximo sábado (25), na Praia do Pina, no Recife.  A manifestação, promovida por lideranças  de 36 igrejas e organizações sociais cristãs, pretende afixar 977 cruzes na faixa de areia, lembrando o número de homicídios registrados em Pernambuco nos dois primeiros meses de 2017. “Espero que esse movimento aumente, para que o Governo do Estado chame para si a responsabilidade de resolver a questão da segurança pública”, salientou.