Mais de 2 mil adolescentes já foram vacinados contra o HPV em 2017

Desse número, mais de 1.500 são do sexo masculino

Em janeiro deste ano, o Ministério da Saúde anunciou uma nova determinação sobre a imunização contra o Papilomavírus Humano (HPV), que incluía, além das meninas de 09 a 13 anos, meninos com faixa etária entre 12 e 13 anos no calendário de vacinas. Em Caruaru, mais de 2 mil adolescentes já foram vacinados apenas nos dois primeiros meses de 2017, sendo 1.502 meninos e 1.003 meninas.

“O número é muito bom, mas ainda não é satisfatório, pedimos  que as mães e responsáveis continuem levando seus filhos para serem imunizados.”, ressaltou Juliane Santana, coordenadora do Programa Nacional de Imunização do município.

A introdução dos meninos na rotina de imunização faz parte de uma estratégia nacional para redução do contágio pelo HPV, como reflexo para diminuição dos casos de neoplasia de colo uterino e peniano.

A vacina encontra-se disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde de Caruaru e o  público-alvo são meninas de 09 a 13 anos e meninos de 12 a 13. As UBS’s funcionam de segunda a sexta, das 08h às 16h30, e os interessados deverão levar o cartão de vacinas.

FIQUE POR DENTRO!

O que é o papilomavírus humano, mais conhecido como HPV?

É um vírus que atinge pele e mucosas, podendo causar verrugas ou lesões percussoras de câncer, tais como: colo de útero, garganta e ânus.

Quem pode ser vacinado?

Meninas de 09 a 13 anos têm a vacina garantida no âmbito do Sistema Único de Saúde. Os meninos de 12 e 13 anos também poderão ser imunizados com a vacina quadrivalente. O esquema consiste em duas doses, no intervalo de 0 e 6 meses. Pessoas portadoras do Vírus da Imunodeficiência Adquirida (HIV), com idade entre 09 e 26 anos, devem ser imunizadas. O esquema vacinal consiste em três doses, no intervalo de 0, 2 e 6 meses.

Como o HPV é transmitido?A transmissão do vírus se dá por contato direto com pele ou mucosa infectadas, a principal forma de contágio é pela via sexual, porém a contaminação pode ocorrer mesmo na ausência de penetração vaginal ou anal. Também pode haver transmissão vertical durante o parto.