Moradores de Caruaru recorrem a água individualizada nos edifícios para enfrentar o racionamento e também economizar

Em Pernambuco, os consumidores da COMPESA estão pagando mais caro para receber o produto nas torneiras. O reajuste anunciado de 7,88% entrou em vigor em março deste ano.  Haja matemática para também caber no bolso de quem paga, cada novo aumento que chega. Além da ginástica do puxa-encolhe é preciso também atitude! No combate ao desperdício e para garantia do pagamento justo, a saída encontrada por moradores do condomínio Grand Park, com 243 unidades, em Caruaru, agreste do estado, é a utilização do medidor individual de água. “A concessionária aumentou o racionamento e com isso a necessidade de individualizar é ainda maior. Não se trata apenas da questão de justiça na divisão, mas de economizar ao máximo para que os condomínios atendam aos moradores”, explica Roberto Fagundes, diretor comercial da TECHMETRIA, empresa pioneira e líder no segmento de medição individualizada em cinco Estados (AL, PE, PB, RN e CE).

 

Torneira aberta a vontade, vazamentos e falta de consciência no consumo pesam caro no rateio do produto. “Esta é, sem dúvida, a segunda maior despesa de um edifício, em alguns casos, a primeira. Além de pesar no bolso, é preciso estar atento ao problema da escassez de água potável. Precisamos apontar alternativas para o uso irracional dos recursos naturais. A natureza já pede socorro há muitos anos”, alerta Fagundes. E , no caso de Caruaru, os gastos com carro-pipa têm pesado e muito na conta dos condomínios.

 

A boa notícia é que a água individualizada pode ser implantada em todos os tipos de edifícios. Nos prédios novos, preparados para este tipo de medição (com shaft), basta colocar um hidrômetro em cada apartamento, os custos são baixos e a instalação é rápida, em torno de 20 minutos. Em edificações antigas, é necessária a análise das unidades e também da área comum para elaboração do projeto de adaptação. “ É possível cadastrar os apartamentos junto a concessionária de água do estado. A segunda possibilidade, e recomendação nossa, é que o próprio condomínio faça a cobrança junto aos moradores. Neste segundo caso, a economia pode chegar em torno de 40%. É como se você comprasse de um grande consumidor, que é o edifício, e, internamente, você gerencia a distribuição. Assim não há cobrança de taxas progressiva e mínima de água, estabelecidas pela companhia de abastecimento”, detalha Roberto Fagundes, da Techmetria.

 

Vantagens – Tecnologia: com a medição remota, a telemetria, não é necessária a presença de um leiturista para registrar o consumo. “No Nordeste já são mais de 30 mil pontos de telemedição instalados entre medidores de água, gás e também energia. Desta forma, o processo torna-se mais seguro, diminuem as possibilidades de erro humano e perda de tempo com deslocamentos de um profissional.  A telemetria também possibilita a detecção de vazamentos e tentativa de fraudes nos medidores”, assegura Fagundes.

 

Custo para individualizar – Prédios com infraestrutura pronta, normalmente construídos de 2002 em diante, possuem custo aproximado de R$ 300,00 a R$ 480,00 por apartamento, dependendo do tipo de medidor e tecnologia adotados. Em edificações antigas, fatores como tempo de construção, local de instalação dos equipamentos, quantidade de colunas de água devem ser analisados cuidadosamente. Em média, nestes casos, o trabalho varia entre  R$ 1.800,00 a R$ 7.000,00 por unidade residencial.

 

Em 22 de março comemoramos o dia internacional da importância da preservação da água.  As pequenas ações individuais são a maior força transformadora que se conhece. Ter uma atitude consciente em relação aos nossos hábitos de consumo é a melhor e, talvez, a única maneira de mudar o mundo. Economize água, energia, recicle o lixo”, conclui Fagundes.