Vereador Daniel Finizola realiza Audiência Pública: Cidadania LGBT

A atividade foi construída junto ao Coletivo Mães Pela Diversidade, grupo de atuação nacional que desenvolve seu trabalho também em Pernambuco

Aconteceu na manhã desta terça (23) a Audiência Pública: Cidadania LGBT, com a participação de movimentos sociais, mães e pais de LGBT’s e representações institucionais.

A audiência contou com as presenças de Gi Carvalho, representando o Coletivo Mães Pela Diversidade; Roberta Granville, representando o Núcleo de Gênero do Centro Universitário Tabosa de Almeida / ASCES UNITA; Maxwell Vignolli, promotor público, representando o Ministério Público de Pernambuco; Ana Dourado, Secretária Executiva de Direitos Humanos / Caruaru, e Émerson Santos, do Coletivo Lutas e Cores, representando o Conselho Estadual LGBT, além dos Vereadores Daniel Finizola e Marcelo Gomes, que presidiu a audiência.

Durante toda a manhã, foram apresentados dados e sugestões de encaminhamentos para melhorar as condições de vida da população LGBT, na perspectiva de que a cidade deve estar preparada para acolher e cuidar de todas as pessoas.

Também estiveram presentes na Audiência, familiares de Marlon Wesley, espancado até a morte em mais um crime de homofobia. Marlon tinha apenas 24 anos e foi encontrado no Hospital da Restauração com traumatismo craniano. O jovem não resistiu aos ferimentos e faleceu no dia 27 de abril.

 “Não é só pelo meu irmão que nós estamos aqui, porque dessa vez foi ele, mas poderia ser qualquer outro”, disse Ingrid Lucas, irmã de Marlon.

 Uma das maiores cobranças apresentadas no espaço do debate, foi sobre o encaminhamento do Projeto de Lei que cria o Conselho Municipal LGBT, ao Poder Legislativo. O anteprojeto foi  construído junto aos movimentos sociais e enviado à Prefeitura para ajustes.

 “É extremamente importante que esse Projeto volte para esta casa e seja votado. É uma demanda apresentada pelo movimento LGBT na cidade e esperamos que com a aprovação deste projeto, que transforma o Conselho em lei, tenhamos mais um instrumento de controle social do lado da nossa luta, para que não percamos mais nenhuma vida, para que possamos ter mais momentos como esse, de formação, de apresentação das nossas pautas”, disse Émerson Santos, do Conselho Estadual LGBT.